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21 de Abril de 2018

Secretário de subseção da OAB-SC é morto durante falsa reintegração de terreno

Débora Dias de Araújo Guzzo, Advogado
há 2 anos

Secretrio de subseo da OAB-SC morto durante falsa reintegrao de terreno

Caldart (foto) foi chamado pelo dono de um imóvel da rua José Luiz Martins, no bairro Barra do Aririú, depois que cinco policiais militares, que não estavam a serviço da corporação, teriam se identificado como autoridades — um deles teria se passado por oficial de Justiça — e afirmado que cumpriam um mandado de desapropriação.

Ao chegar, o advogado se apresentou e pediu a identificação dos cinco homens. Em troca, recebeu dois socos. O segundo teria acertado o pescoço de Roberto.

Em nota, a Polícia Militar de Santa Catarina informou que já está investigando a conduta dos policiais. Também disse que os cinco homens foram afastados de suas funções e que três deles já estão na delegacia de Palhoça para prestar esclarecimentos.

Venda fajuta

A falsa reintegração teria sido armada após o dono do imóvel vender a propriedade a uma pessoa, mas não a entregar. Mesmo sem a posse do bem, o comprador o revendeu a um terceiro, que seria o responsável por contratar os agressores do advogado. A prisão preventiva dos suspeitos já foi solicitada e aguarda autorização judicial.

Para o presidente da seccional catarinense da OAB, Paulo Brincas, a morte do advogado é resultado de uma imensa covardia. “Estamos todos consternados com o que aconteceu.”

O conselheiro federal Tullo Cavallazzi Filho informou que a Comissão de Prerrogativas da entidade já está tomando providências para auxiliar a família de Caldart e cobrar uma punição junto à Justiça estadual. A OAB-SC decretou luto oficial de três dias.

*Notícia alterada às 19h52 de 24 de maio de 2016 para acréscimo e correção de informações.

Fonte: Por Brenno Grillo < Conjur

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1 Comentário

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Doutor Débora, prazer imenso encontrá-la com suas postagens que contribuem para a atividade profissional, mas hoje é um caso polêmico e breve.

Este homem não morreu por ser advogado, hoje todo mundo sabe que advogado não é PARTE e muito menos JULGADOR, logo não mudaria o curso de um processo ou sua morte não obsta que um novo processo, patrocinado por outro colega venha ser distribuído ou intentado.

A armação de tocaia foi, com certeza, por vingança de alguma atitude anterior do causídico que tenha ferido suscetibilidades ou mesmo graves questões pessoais. Falo atitudes no sentido profissional ou pessoal.

Deve ser por ai a investigação pois é raro alguém nos dias de hoje precisar eliminar uma vida por questões meramente econômicas.

Tenha meus respeitos e admiração mas espero, como a senhora, que este caso já tenha sido esclarecido.

Se houver por bem, de sua parte, me dar alguns detalhes sobre o caso, saiba que a senhora aguçou minha inspiração detetivesca que andava adormecida. continuar lendo